Rennan, 17
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“Mas você é uma menina chata, mas não do tipo que arruína o dia, o tipo que me deixa sem saída.”
Gabito Nunes    (via respirado)

bul-lshit:

enquanto houver você, 💛

Se a pessoa te disser “Tô com sono, mas prefiro ficar falando com você do que ir dormir” CASE-SE COM ELA

fazer amorzin cntg até cê num guentar mais

“Eles estavam bêbados e a noite estava propícia. Caminhavam entre um tropeço e outro, conversavam entre uma grosseria e outra e o mais importante era a distância física que mantinham um do outro. Ela negava, mas sabia que um único toque de mãos por engano levaria tudo por água abaixo. Entraram em um beco. Um beijo. Depois outro.
— Para.
— Desculpa.
Mãos nas costas descendo pela cintura. Boca no pescoço e aperto contra a parede.
— Isso tá errado.
— Desculpa.
Um contra parede. O outro com a mão na coxa.
— Eu não consigo parar.
— Desculpa.
— Para você.
— Você não quer que eu pare.
— Você prometeu.
Um gemido aqui. Outro ali.
— Me leva pra casa.
Ele sorriu.
— Sabia que ia ceder. Pra minha ou pra sua?
Mordida no pescoço. Ri perto da orelha. Empurrão.
— Valeu, tô indo, tchau.
— Ô garota, tá maluca?
Ele correu acompanhando os passos dela. Ela endireitava a saia não tirada e jogava o cabelo de um ombro pro outro. Ele tentava a sorte de novo. Moleque insistente.
— Vem comigo… Vamo lá pra casa.
— É melhor eu ir pra minha.
— Dorme comigo essa noite. Só essa.
Ela parou os passos.
— Só essa?
— Só essa.
— Promete?
— Prometo que sim. Relaxa, babaca.
Chamaram um táxi. “Só essa noite”, ela pensou. Sentaram cada um em um banco do carro. De vez em quando ele tentava pôr a mão na perna dela. Ela tirava com força e olhava pela janela. Como podia? Tão quieta por fora mas soltando fogos de artifício por dentro. Os seres humanos são engraçados…
O motorista parou o táxi e ele pagou a corrida. Saíram do táxi. Quase impossível chegar até a porta. Quem estava por ali e assistiu a cena não sabia que havia mais de uma pessoa indo pra casa. O frenesi era contagiante.
— Calma. Abre a porta primeiro.
Ele abriu, ela correu.
— Brincadeirinha antes do sexo?
Ela que antes ria, ficou séria.
— Sexo? Quem falou em sexo?
Ela se jogou no sofá.
— O que viemos fazer aqui?
— Conversar e depois dormir, o que mais você queria?
— Não maltrata…
— Você me chamou pra dormir, queridão. Não pra transar.
— Mas dormir é transar!
— Dormir é dormir.
— Onde fica a cama?
— Pra quê quer saber, porra?
— Pra gente deitar, conversar sobre as nossas vidas e depois dormir.
— Me dá?
Ela riu.
— Não.
— Por favor, cara! Você disse que era só essa noite.
— Não.
— Me dá?
— Vamos dormir.
— Foder.
— Dormir.
— Foder.
— Vai tomar no cu!
— Essa parte é uma boa ideia…
Ele se aproximou dela. Ela se afastou.
— Olha só! Eu sei bater também!
— Melhor ainda!
Ele tirou a blusa. Ela olhou pro ombro dele e encarou a tatuagem. Riu.
— Vem cá…
— Não.
— Para de ser escroto. Vem aqui.
— Que é?
— Vou te dar um castigo.
Ele riu. Ela procurou pelo sofá e o jogou lá. Levantou um pouco a saia que impedia suas pernas de abrirem e sentou em cima dele. Tirou a blusa que estava vestindo. Beijou o pescoço. Ele deslizava as mãos pelas costas dela, provocando arrepios. Ela tentou se mover mas foi surpreendida por um puxão de cabelo que a deixou imóvel. Ele, sem soltar as mechas, olhou nos olhos dela.
— Quem te castiga aqui sou eu.
— Então me castiga mais vezes.
— Mas tu não me fez prometer que era só essa noite?
— Mimimi.
— Porra… Tu é chata!
— Você não cumpre promessas.
— Essa só depende de você pra ser cumprida.
Beijos. Dessa vez na boca, nos olhos, nas bochechas, por toda a parte. Ele a levantou segurando no colo pelas pernas e sentou-a no seu lugar. Mordidas no pescoço dela, na orelha, na boca. E aí a coisa ficou frenética. Tudo descompassado, sem calma e com urgência. Empurrão.
— Chega.
— Hã?
— Acabou teu castigo.
— Não brinca comigo, mulher. Olha meu estado!
Ela gargalhou.
— Tchau.
— Tu não é nem louca.
Ele a puxou pelo braço e deu um beijo. Perguntou se tinha certeza que queria ir embora.
— Tenho.
— Não faz assim… É só sexo.
— Só sexo?
— É.
— Então eu faço contigo.
— Entra.
— Amanhã. Amanhã eu faço sexo contigo.
— Porra.
— Aí amanhã você me pergunta de novo.
— Tu é muito filha da puta… Vem cá.
Ele tomou o corpo dela inteiro em um único abraço. Cada parte do corpo dela ansiava por ele. De alguma maneira, eles encontraram a cama. O desespero estava ainda maior. Mordidas, arranhões, hematomas. Ele passeava com a boca pelo corpo todo dela, enquanto ela delirava. Gentilezas foram retribuídas até que os sexos se encontraram. A partir daí não dava pra descrever mais nada. Nem eles sabiam quem eram.
Naquele dia, ele disse que queria sexo. Mas ele não fez sexo, e ela também não.
De manhã, ela levantou, o encarou dormindo, se vestiu e saiu de mansinho. Com o coração doendo, mas você sabe, ela é teimosa e pegou aquele ônibus sem se despedir. Chegou em casa e dentro do chuveiro, chorou. Ela fingiu que não sentia. E disse pra si mesma que não gostava e que não fazia diferença nenhuma. Disse também que não ia dar certo pensando que seria melhor pra ela. Prometeu que ia fazê-lo chorar, mas acabou chorando sozinha. Ela achou que ele não ia ficar em hipótese alguma. Mas ele ficou. E ela foi embora. Ela foi embora e perdeu ele, Zé. Perdeu ele quando mal sabia que tinha acabado de ganhá-lo. Às vezes a gente perde o bilhete premiado na loteria por medo de apostar. Mas faz parte, Zé. Faz parte.”
Maktub (via sxmok)